Caso Oscar – O Internacional perdeu!


Eu já havia escrito em post anterior sobre a derrota do Inter no caso Oscar. Muitos irão ler e dirão que o Inter não perdeu, mas sim ganhou com todo o imbróglio. Eu discordo e explico o porque da minha afirmação:

– o Inter já havia pago R$ 7 milhões por 50% dos direitos do atleta no passado, antes do problema com o São Paulo.

– Some-se agora os R$ 5 milhões que o Inter pagou ao SPFC para ter 50% do atleta em definitivo.Giuliano Bertolucci e o banco BMG bancaram os R$ 10 milhões restantes. O Inter possui 50% dos direitos econômicos sobre o jogador e gastou 12 milhões. A dupla Bertolucci e Oscar além do banco BMG ficaram com 25% cada um, segundo noticiou Leandro Behs do Jornal Zero hora, que cobre todo o processo no Sul. leia aqui

Segundo informação do jornal inglês Daily Mail, Oscar, 20 anos, custará aos cofres do Chelsea 25 milhões de libras (cerca de R$ 78 milhões). O Inter ficará com cerca de R$ 39 milhões, referentes aos 50%, mas terá que repassar 2,25% ao São Paulo como clube formador = R$ 1.755 MM. Sobra ao Inter pouco mais de R$ 20 MM.

Ok, o Inter ganhou dinheiro rapidamente, mas também deixou de ganhar:

– Não viu o jogador na fase decisiva da Libertadores e perdeu muito dinheiro sendo precocemente eliminado;

– Não poderá usufruir do jogador no momento em que monta um verdadeiro esquadrão;

– Acabou apenas confirmando o que todos alardearam: O jogador apenas usou o inter como um trampolim para encher os seus bolsos de dinheiro.

Continuo afirmando que mesmo que a venda se concretize e encha os cofres do Inter de dinheiro, o clube se desgastou demasiadamente por um jogador que não respeita nenhuma camisa e só pensa com o bolso. Palmas para Oscar e sua tropa. Conseguiram fazer São Paulo e Inter de bobos.

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Caso Oscar – Inter ganhou, mas perdeu.


O final do caso Oscar foi melhor para o São Paulo do que o esperado e a torcida do Inter está certa em comemorar, pois terá o jogador até junho de 2015 à sua disposição (tempo de duração do contrato vigente). Pelo futebol que tem mostrado, poderá ser o motor do time nos próximos anos e pode trazer títulos importantes para o clube, não há dúvidas sobre isso. Apenas gostaria de dar o meu ponto de vista sobre como o Inter perdeu nesta história:

– o Inter já havia pago R$ 7 milhões por 50% dos direitos do atleta no passado.

– Some-se agora os R$ 5 milhões que o Inter terá que pagar para ter 50% do atleta em definitivo, uma vez que Giuliano Bertolucci e o banco BMG bancarão os R$ 10 milhões restantes. O Inter manterá 50% dos direitos econômicos sobre o jogador. A dupla Bertolucci e Oscar além do banco BMG ficarão com 25% cada um, segundo noticiou Leandro Behs do Jornal Zero hora, que cobre todo o processo no Sul. leia aqui

– Sabendo da índole do jogador e seu empresário, sedentos por dinheiro, quem garante que o meia não irá pedir aumentos expressivos no seu salário caso mantenha o bom futebol nos próximos anos. Quem banca estes salários é o Inter e certamente o atleta pleiteará salários equivalentes ao dos craques consagrados do elenco, muito maiores do que o de Oscar.

– Fora isso, com várias sócios nos direitos federativos do meia, o Inter ficará em posição muito ruim caso propostas tentadoras comecem a chegar do exterior. O caso de PH ganso no Santos é emblemático. Enquanto o Santos não aceita as propostas medianas que chegam, os investidores pressionam pela rápida venda para reaver o valor investido no atleta.

– O momento do futebol Europeu também não é favorável para que o Inter receba uma boa proposta por Oscar e o horizonte de curto prazo é desalentador para os clubes do velho continente.

No final das contas, o imbróglio acabou sendo mais favorável ao São Paulo, pois conseguiu chegar muito próximo do valor almejado e tirou do elenco um jogador descontente. Vale ressaltar que o valor de R$ 15 milhões é o maior valor pago por um jogador dentro do futebol brasileiro e não teria acontecido se o tricolor não tivesse agido dessa maneira.

Enfim, o Inter ganhou, mas perdeu. Vai com Deus Oscar!

 

 

 

 

 

 

 

Credito-Vipcomm

 

 

Nota oficial do SPFC ao atleta Oscar – O clube reitera o desejo de reintegrar o meia


O SPFC, divulgou hoje à tarde nota oficial reiterando o desejo de reintegrar o meia ao elenco, inclusive garantindo equiparação salarial com os ganhos atuais do meia no clube gaúcho. Foi, ao meu ver, uma jogada muito bem feita pelo clube, pois mexe naquilo que o jovem garoto mais valoriza: o bolso. 

Leia, na íntegra, a nota assinada pelo presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio.

 

 Diante da decisão publicada hoje pelo Tribunal Superior do Trabalho, nos autos da ação cautelar nº 3063-91.2012.5.00.0000, da lavra do Exmo. Ministro Relator Dr. Renato de Lacerda Paiva, que indeferiu o pedido de liminar e extinguiu o processo ajuizado pelo Atleta Oscar dos Santos E. Junior, na qual se buscava a suspensão dos efeitos do acórdão anteriormente proferido pelo TRT da 2ª Região, o São Paulo Futebol Clube vem a público fazer os seguintes esclarecimentos.

1 – Como já manifestado ao longo de todo o curso processual, tanto diante de decisões que lhe foram favoráveis, quanto diante daquelas que lhe foram contrárias, o São Paulo Futebol Clube reitera e reafirma seu mais absoluto respeito às manifestações e determinações exaradas pelos entes do Poder Judiciário.

2 – O Clube tem como prioritária a adoção de procedimentos de excelência em todos os aspectos, inclusive nos que dizem respeito à formação de atletas de futebol, razão pela qual sempre teve a mais absoluta confiança de que a Justiça Especializada iria reconhecer, como de fato tem reconhecido, a regularidade dos atos praticados pela Instituição em tudo o que diz respeito à relação mantida com o atleta Oscar dos Santos E. Junior.

3 – Sem prejuízo, aproveitamos para reiterar nosso respeito e admiração profissional pelo Atleta Oscar, que foi formado nas esteiras do São Paulo Futebol Clube e que acabou sendo colocado, por aqueles que deveriam orientá-lo, no centro de uma lide histórica na qual se discute não apenas o contrato assinado, mas o próprio nível de segurança que os clubes nacionais gozam frente à conduta predatória de terceiros, alheios à relação de emprego.

4 – Essa não é uma briga entre clubes, nem uma briga do nosso Clube com o Atleta que admiramos. É uma briga pelo respeito à legislação e às Instituições desportivas que, com muito trabalho e investimento, mantém viva a difícil missão de formar as novas gerações do futebol pentacampeão do mundo.

5 – Por isso, solidários com o momento difícil que o Atleta esta passando, fruto de orientações precipitadas e descompromissadas que recebeu nos últimos anos e das quais agora é o maior prejudicado, o São Paulo Futebol Clube oficialmente declara que respeitará o tempo necessário para que o Atleta possa refletir livremente sobre suas decisões, sem a pressão desumana daqueles que já lucraram com sua confiança, mas jamais admitirão seus erros.

6 – Desse modo, o São Paulo Futebol Clube esclarece que, nesta data, remeterá notificação ao endereço do Atleta Oscar dos Santos E. Junior oficializando que o Clube permanece a sua disposição, seja em relação ao acesso e uso das suas estruturas físicas e de seus profissionais, seja no que diz respeito ao seu aproveitamento imediato como atleta do Clube.

7 – Na mesma notificação, para que se sinta livre de pressões e não tenha qualquer prejuízo patrimonial, o São Paulo Futebol Clube comunicará que, por liberalidade e ato unilateral, passará a depositar na conta corrente do Atleta o mesmo valor do salário que o Atleta recebia no último clube de defendeu, conforme informações trazidas aos autos do processo pelo próprio jogador.

8 – Esperamos assim que o Atleta tenha absoluta liberdade e tranquilidade para refletir sobre o que é melhor para sua promissora carreira e a qualquer momento, dentro do prazo de até 90 (noventa) dias, retorne às atividades no São Paulo Futebol Clube, onde poderá exercer livremente sua profissão, podendo assim desfilar seu talento pelos gramados brasileiros e garantir sua presença na convocação para disputar os jogos olímpicos que se aproximam.

9 – Caso o Atleta, mesmo diante do prazo e das condições especiais que lhe serão concedidas, não retorne ao trabalho nem apresente uma resposta direta e satisfatória ao Clube que o formou, ao SPFC não restará outra alternativa senão adotar as medidas cabíveis para a preservação dos seus direitos, lembrando que até o momento, o SPFC apenas se defendeu das infundadas acusações que recebeu.

Juvenal Juvêncio Presidente

Carlos Eduardo Ambiel Advogado