Na falta de patrocinador máster, temos que prestigiar quem já apóia a camisa tricolor


Obrigado à Wizard, patrocinadora da manga tricolor.

Obrigado às Pilhas Bic, patrocinadora da barra da camisa tricolor. Esta empresa já fez parte da história tricolor como patrocinadora máster no passado. Tomara que volte com tudo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Menção especial aos demais patrocinadores do tricolor:

Eu quase não incluí a Brahma por causa da ridícula faixa (invicto) que a empresa desenvolveu para torcida adversária no clássico, mas como eu prefiro Skol e nós acabamos com o tabu, a marca conseguiu este jabá aqui (como se a marca precisasse, eh, eh).

Saudações tricolores!

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Patrocínio Esportivo: Investimento ou desperdício?


Eu trabalho em um instituto de pesquisas e entre as várias pesquisas que fazemos por aqui as que mais gosto são as pesquisas sobre o futebol.

Durante todo o ano de 2009 e 2010 nós monitoramos de forma contínua o recall de patrocínio esportivo entre os torcedores de clubes de futebol. Fizemos outras ondas esporádicas em 2011 e 2012 também.

O resultado das pesquisas de 2009 e 2010 chamaram a atenção pela baixa lembrança dos patrocinadores entre os torcedores. Menos da metade dos torcedores lembravam do patrocínio do próprio time. Entre os homens, mais jovens, de maior classe social, do sul e sudeste do país, o  recall é maior.

Outros fatores de impacto são o tempo do patrocínio no clube, o modelo de Co-gestão (caso do Fluminense), a presença de estrelas no elenco (Leia-se Ronaldo e Neymar, por exemplo).

O clube com maior recall durante os anos de pesquisa foi o Fluminense, seguido de Corinthians (efeito Ronaldo) e o São Paulo, ainda patrocinado pela LG na época. Os demais times do Rio apresentaram recall inferior devido a forte presença de suas torcidas no NE, a presença de pessoas menos escolarizadas e a inconstância de patrocinadores nas equipes no período da pesquisa.

Pensando nesta baixa lembrança, será que vale a pena para uma empresa investir os valores pedidos atualmente pelos clubes em patrocínios que poucos notarão? Falta encontrar um modelo de exposição da marca que seja mais atraente e que apresente maior exposição para o público alvo. A simples presença nas camisas não são suficientes para que a marca seja lembrada no longo prazo.

Quando eu era estagiário de marketing na Batavo em 1999, vivenciei o patrocínio da marca na camisa do Corínthians. Lembro-me que disponibilizamos toda a nossa verba para o patrocínio (cerca de R$ 4 milhões) e cortamos a verba para todo o resto: ações de ponto de venda, revistas, TV, etc. O resultado: A Batavo foi a marca mais exposta em todo o Brasil no ano de 2000 (ano da conquista do mundial pelo Corinthians), mas o impacto nas vendas da marca foi pífio. Não resultou em nenhum ponto a mais de “Market share” em nenhuma categoria.

Minha conclusão, agora baseada em pesquisa, é que a exposição da Batavo foi notada por parcela pequena, fora do target principal da marca, que são mulheres, responsáveis pela compra de produtos para o lar.

E você? O que acha?

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