Quem será a nova fornecedora de material esportivo do São Paulo Futebol Clube?


No dia 07/09, a coluna De Prima do Lancenet divulgou que apenas 2 empresas já enviaram propostas ao São Paulo Futebol Clube para o contrato de fornecimento de material esportivo.

Segundo a coluna, duas empresas já apresentaram propostas, a japonesa Mizuno e a brasileira Penalty. A alemã Puma fez sondagens, mas não enviou nada por escrito. O São Paulo ainda espera que a Adidas, segunda maior do mundo, faça uma oferta, mas a empresa alemã não se movimentou até agora. O contrato com a Reebok termina no final deste ano.

A Penalty evoca boas lembranças ao torcedor São Paulino, tendo feito parte de bons momentos de nossa história. A Adidas também seria fundamental para uma eventual volta de Kaká ao São Paulo. Tomara que a marca apresente uma proposta e traga Kaká junto.

Gostaria que a Topper participasse do leilão, pois para mim a camisa mais bonita do tricolor até hoje foi a do mundial de 2005, com as faixas um pouco acima do padrão utilizado pelo tricolor. Sonho em ter esta camisa na minha coleção. Se alguém tiver uma em mãos e quiser me vender, deixe os dados nos comentários ou mande um e-mail.

Camisa da Topper, mundial de 2005.

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Acordo com Semp Toshiba inicia nova era no São Paulo


Segue abaixo reprodução da nota oficial do São Paulo Futebol Clube. Semp Toshiba, seja bem vinda ao tricolor.

 

Julio Casares, Vice-Presidente de Comunicação e Marketing do Tricolor, fala sobre a nova parceria

 

 

IMG_8439.JPGPor Rahel Patrasso / saopaulofc.net

O acerto com a STi/Semp Toshiba marca uma nova era no São Paulo. Após o anúncio do mais novo patrocinador master, o clube já trabalha em ações e projetos para tornar essa parceria em uma das mais importantes e influentes não só no futebol brasileiro, mas em todo o mercado nacional de patrocínios.

Julio Casares, Vice-Presidente de Comunicações e Marketing do Tricolor, enaltece o acerto e espera que o contrato, que vai até 31 de dezembro de 2014, se estenda por anos e anos. Recentemente, entre 2001 a 2010, o São Paulo foi parceiro de outra empresa de eletrônicos e conquistou grandes títulos neste período.

“Foi um acordo muito bem alinhavado. Uma parceria que tem tudo para ser um sucesso, com uma cumplicidade grande. Esperamos que isso se prorrogue por décadas e, quem sabe, repetir o período de títulos que tivemos com nossa última parceria mais longa”, ressaltou Julio Casares.

A nova marca já estampou a camisa do São Paulo na partida contra o Internacional, no Morumbi, na última quarta-feira. Além disso, a empresa contará com propriedades no Estádio tricolor, CT da Barra Funda e também no CFA Laudo Natel, em Cotia.

Confira um bate-papo com Julio Casares:

Como surgiu o interesse de ambas as partes para esse acerto?
Estava almoçando com o Eduardo Toni (diretor de marketing da STi/Semp Toshiba), que eu conheço há muito tempo do mercado. Falei para tentarmos um acordo, mas no primeiro momento ficou uma conversa vazia. Mas as coisas foram evoluindo, os demais diretores ficaram felizes com a ideia.

Um acerto satisfatório tanto para o São Paulo quanto para a STi/Semp Toshiba?
Foi um acordo muito bem alinhavado. Em 15 dias conversei com o Eduardo e com os demais executivos. Um acerto que nos dará tranquilidade para começar um novo case no futebol, já que o São Paulo teve uma parceria parecida de décadas e, quem sabe, não podemos repetir esse feito. O acordo agrada e apresenta uma camisa muito bacana ao torcedor.

Como fazer dessa parceria um grande sucesso?
Tem de ter mais que o espaço. Precisa ter uma cumplicidade de ativação de marca, não somente um outdoor. Camisa não é apenas isso. Temos de ter uma ativação, com produtos, presença de estádio… Eles vão ter uma loja no Morumbi também.

O quanto as propriedades serão importantes?
Todo o nosso patrimônio estará envolvido. Teremos até o fim do ano todos o Estádio do Morumbi marcado por STi/Semp Toshiba e também os corações dos torcedores são-paulinos.

O São Paulo volta a ser referência em marketing no país?
O clube nunca saiu de lá de cima. Por um tempo aí não conquistou títulos e talvez isso possa mexer com o ambiente interno, mas o São Paulo está nos trilhos e retomará o caminho do sucesso tanto no futebol quanto no marketing.

Kaká no São Paulo Futebol Clube em 2013. A chance é agora.


Não gosto de escrever sobre especulações, ainda mais quando tratamos de um sonho antigo do torcedor por um dos mais importantes jogadores criados em nossa base: Kaká.

O meia foi criado aqui, foi vendido, brilhou, foi o melhor do mundo em 2007 e agora está passando pelo mais delicado momento de sua carreira. O Real Madrid está tratando Kaká como lixo e sua mimada torcida vai na onda do técnico Mourinho, o Luxemburgo da Europa. Kaká está totalmente sem espaço no clube merengue e sua saída é iminente.

Quais seriam suas opções no momento:

– Ficar no Real: Se optar por ficar no clube merengue até o final do contrato deverá passar por mais humilhações por parte do técnico e da torcida. Seria um grande erro deixar de lado o seu futebol neste clube que apenas quer explorar sua imagem para reaver o investimento.

Voltar ao Milan: o clube rossonero passa por um dos piores momentos de sua história. O time é sofrível e não deverá melhorar muito com a chegada de Kaká. Sua volta também contraria a nova política do clube, que se desfez de suas maiores estrelas e adotou uma postura mais austera nos gastos com o futebol. Os péssimos resultados da pré temporada e as baixas perspectivas para o restante do ano podem fazer com que o clube reveja esta política. Kaká poderia ser a salvação do clube. Ao meu ver, seria um erro Kaká voltar ao Milan, pois estaria colocando um peso enorme em suas costas, justamente no clube onde conseguiu seus maiores feitos. Pode manchar a sua imagem ao fazer este movimento.

– LA Galaxy: o time de Beckham quer porque quer levá-lo em dezembro. Opinião do Blog: fim de carreira. Se for, acabou.

– São Paulo Futebol Clube: Sua curta história no tricolor teve bons momentos, mas foi manchada pela saída traumática. Apesar do pouco tempo no clube, conseguiu 3 títulos, sendo um deles na reserva (copinha)

  • Copa São Paulo de juniores: 2000
  • Torneio Rio-SP: 2001 – foi o protagonista da final
  • Supercampeonato Paulista: 2002 – este foi baba

O São Paulino quer mais de Kaká, quer vê-lo brilhar por aqui e encerrar a carreira no clube que o projetou. Poderia ter, como Raí, momentos de glória em sua volta ao tricolor, mostrando ao mundo que ainda é um dos grandes do esporte mundial.

O futebol brasileiro vai aos poucos melhorando sua imagem lá fora e a volta de Kaká seria fundamental para fomentar ainda mais o bom momento pelo qual passamos. A proximidade da Copa de 2014 e a modernização das arenas também serão fatores fundamentais para atrair olhares e patrocínios ao futebol nacional.

A volta do grande jogador Kaká é possível. No lado financeiro, nenhum jogador se paga mais fácil que ele. Em minha estada na espanha em maio de 2012 eu pude ver na loja do Real Madrid o quanto a marca Kaká é forte. Certamente ele desbancaria Neymar e seus múltiplos patrocínios. Estou certo de que sua marca renderia mais aqui do que na combalida Europa.

O tricolor tem que acenar para o meia e para o Real Madrid com toda a força do mundo, demonstrando vontade em repatriá-lo. Kaká, que parecia relutante em deixar o Real, parece convencido. Só falta se convencer de que o São Paulo é a melhor opção para voltar a brilhar.

Volte Kaká, seu lugar é aqui no tricolor.

Na falta de patrocinador máster, temos que prestigiar quem já apóia a camisa tricolor


Obrigado à Wizard, patrocinadora da manga tricolor.

Obrigado às Pilhas Bic, patrocinadora da barra da camisa tricolor. Esta empresa já fez parte da história tricolor como patrocinadora máster no passado. Tomara que volte com tudo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Menção especial aos demais patrocinadores do tricolor:

Eu quase não incluí a Brahma por causa da ridícula faixa (invicto) que a empresa desenvolveu para torcida adversária no clássico, mas como eu prefiro Skol e nós acabamos com o tabu, a marca conseguiu este jabá aqui (como se a marca precisasse, eh, eh).

Saudações tricolores!

Patrocínio Esportivo: Investimento ou desperdício?


Eu trabalho em um instituto de pesquisas e entre as várias pesquisas que fazemos por aqui as que mais gosto são as pesquisas sobre o futebol.

Durante todo o ano de 2009 e 2010 nós monitoramos de forma contínua o recall de patrocínio esportivo entre os torcedores de clubes de futebol. Fizemos outras ondas esporádicas em 2011 e 2012 também.

O resultado das pesquisas de 2009 e 2010 chamaram a atenção pela baixa lembrança dos patrocinadores entre os torcedores. Menos da metade dos torcedores lembravam do patrocínio do próprio time. Entre os homens, mais jovens, de maior classe social, do sul e sudeste do país, o  recall é maior.

Outros fatores de impacto são o tempo do patrocínio no clube, o modelo de Co-gestão (caso do Fluminense), a presença de estrelas no elenco (Leia-se Ronaldo e Neymar, por exemplo).

O clube com maior recall durante os anos de pesquisa foi o Fluminense, seguido de Corinthians (efeito Ronaldo) e o São Paulo, ainda patrocinado pela LG na época. Os demais times do Rio apresentaram recall inferior devido a forte presença de suas torcidas no NE, a presença de pessoas menos escolarizadas e a inconstância de patrocinadores nas equipes no período da pesquisa.

Pensando nesta baixa lembrança, será que vale a pena para uma empresa investir os valores pedidos atualmente pelos clubes em patrocínios que poucos notarão? Falta encontrar um modelo de exposição da marca que seja mais atraente e que apresente maior exposição para o público alvo. A simples presença nas camisas não são suficientes para que a marca seja lembrada no longo prazo.

Quando eu era estagiário de marketing na Batavo em 1999, vivenciei o patrocínio da marca na camisa do Corínthians. Lembro-me que disponibilizamos toda a nossa verba para o patrocínio (cerca de R$ 4 milhões) e cortamos a verba para todo o resto: ações de ponto de venda, revistas, TV, etc. O resultado: A Batavo foi a marca mais exposta em todo o Brasil no ano de 2000 (ano da conquista do mundial pelo Corinthians), mas o impacto nas vendas da marca foi pífio. Não resultou em nenhum ponto a mais de “Market share” em nenhuma categoria.

Minha conclusão, agora baseada em pesquisa, é que a exposição da Batavo foi notada por parcela pequena, fora do target principal da marca, que são mulheres, responsáveis pela compra de produtos para o lar.

E você? O que acha?

Deixe seus comentários.

São Paulo deveria manter Lucas por muitos anos.


Além de blogueiro nas horas vagas, eu trabalho em um Instituto de pesquisa de mercado que tem como uma de suas especialidades pesquisas sobre o futebol e recall de patrocínio esportivo.

Um dos pontos mais interessantes ao pesquisar o tamanho de torcidas é observar o quanto elas são estáveis ao longo do tempo. O time do pai quase sempre será o time do filho e os tamanhos tendem a permanecer estáveis por muitos e muitos anos.

Há porém alguns fatores que contribuem para que haja mudanças no tamanho de torcidas, dentre eles eu destaco dois muito relevantes:

– Títulos importantes e recorrentes: o maior exemplo é o SPFC, que tem média de títulos (por ano de existência) muito superior aos concorrentes. Houve apenas um grande hiato durante a construção do Morumbi.

– Ídolos: Pelé é o maior exemplo, sendo o principal responsável por colocar um time de interior entre as maiores torcidas do país. Fenômenos mais recentes como Ronaldo e Neymar puderam ser amplamente monitorados e mostraram que sua presença no time ajuda a angariar novos torcedores.

Pesquisas que fizemos nos anos de 2009 a 2011 ilustram bem o que estou falando. Durante todo o campeonato brasileiro de 2009 (março a dez) nós tínhamos uma monitoria de tamanho de torcida que mostrou mês a mês um crescimento da torcida do Corinthians até a conquista da Copa do Brasil. No segundo semestre, a torcida do Flamengo recuperou parte do terrenos perdido com o título Brasileiro e o Adriano em boa forma.

O gráfico abaixo mostra a pesquisa em 2 momentos:

2009 -com dados acumulados desde a conquista do paulista até logo após a conquista da Copa do Brasil pelo Corinthians

2011- com a pesquisa feita logo após a conquista da Copa do Brasil pelo Santos.

É possível observar as mudanças no tamanho das torcidas nestes períodos.

O Santos vem ganhando muitos títulos desde 2002 e também vem formando craques que ficam um bom período vestindo a camisa do clube. Posso apostar minhas fichas que a nova geração de torcedores terá um maior apreço pelo Santos.

Bom, escrevi tudo isso para falar da relação do SPFC e Lucas. Desde RC10, Kaká e Luis Fabiano o São Paulo não tem um craque com o mesmo potencial de Lucas em seus quadros. Lucas é um garoto que está sendo lapidado e provavelmente será vendido quando estiver no ápice, pois essa é a tradição tricolor: Formar e vender.

Em um tempo onde futebol é cada vez mais dinheiro, manter Lucas seria fundamental para que o SPFC volte a ter a equação perfeita de títulos e craques carismáticos. Pagar mais por isso não deveria ser um problema, pois o retorno no longo prazo é maior do que apostar em craques em decadência no futebol europeu como virou moda entre os clubes brasileiros.

A valorização de Lucas também evitaria que casos como o de Oscar acontecessem, pois os garotos da base teriam um fator a mais para vestir a camisa do clube.

Crédito da foto: Site oficial do SPFC

Essa é a minha opinião. E você? O que acha? Deixe os seus comentários.