São Paulo Futebol Clube – Um clube que envelhece


Saudações tricolores!

Aqueles que como eu viveram o melhor momento do tricolor na década de 90 sentem saudades do clube que sempre foi um exemplo de gestão (o melhor entre os ruins, diga-se de passagem), vitórias, títulos e formação de jogadores. O sucesso do São Paulo sempre foi tão estrondoso que em todas as conquistas da seleção em copas do mundo sempre havia pelo menos um jogador São paulino no elenco (do Palmeiras também).

A gestão do São Paulo sempre foi marcada pela democracia e alternância no poder, com grupos brigando pelo poder e mantendo a saudável troca de idéias, fruto de cada gestão.

O que vemos hoje no São Paulo com 76 anos, se considerarmos a refundação em 1935, ou 82 se considerarmos 1930 como data do nascimento do clube é o mesmo que se passou nos outros 3 grandes clubes do Estado, hoje centenários ou quase. O Corinthians com 101, Santos com 100 e Palmeiras com 98 anos envelheceram como instituições mais ou menos com a mesma idade que o tricolor tem hoje e passaram por maus bocados por muitos anos.

Todos estes clubes tiveram casos de mudanças em seus estatutos, perpetuações no poder e fases duradouras de vacas magras, sendo os títulos possíveis em casos de parceiras (venda explícita das agremiações) no caso de Palmeiras e Corinthians e com o fim da grana no caso do Santos, o que acabou sendo uma benção para o clube que voltou a investir pesadamente na base.

O São Paulo está envelhecendo. Nas poucas vezes em que pude visitar o pós jogo nos vestiários do Morumbi acompanhado de algum conselheiro, o que vi foi um grupo de anciãos cornetando a tudo e a todos. Eram poucos os jovens no ambiente. Nada contra os mais velhos, mas o que pude perceber é um grande apanhado de pessoas que não querem largar o osso. Juvenal construiu um ambiente perfeito para perpetuar-se no poder, seja como presidente ou como parte desta turma que domina os bastidores num clube praticamente sem oposição.

Não há como negar que Juvenal teve uma passagem vitoriosa no clube, mas a sua postura arrogante e desagregadora com os demais clubes vem fazendo o São Paulo perder força no cenário nacional seja politicamente e até mesmo no coração dos torcedores. O clube, outrora admirado é considerado uma piada pelos adversários.

Está na hora de repensar o clube, antes que dias piorem venham. Vamos brigar pela democracia e alternância no poder. Fora Juvenal! Seu legado é muito bom, mas sua hora já deu. Vamos refundar o tricolor!

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Os 5 gols mais bonitos de Lucas pelo SPFC, segundo o Jogador


Mesmo com poucos gols na carreira é inegável que o craque já possui uma coleção de gols bonitos melhor do que muitos atacantes consagrados. Só perde para o Dodô (esse sabia fazer gols bonitos).

Veja a seleção top 5 feita pelo próprio jogador.

Top 5 Lucas

Dos 5 gols eleitos, 2 foram contra o Coxa. Tomara que ele repita alguns destes gols hoje no Couto Pereira, mas se for gol feio, não tem problema não.

Enquete: Que atitude o São Paulo Futebol Clube deveria tomar no caso Luís Fabiano?


Luis Fabiano recebeu o cartão vermelho no duelo contra o Atlético-MG / Moacyr Lopes Junior/Folhapress

Crédito: Moacyr Lopes Junior/Folhapress

Emocionante – bastidores do jogo SPFC 1 X 0 Atlético MG


Torcedores tricolores do Brasil. Quem não se emocionar com um vídeo desses não é São paulino de verdade.

Bastidores 20 anos

Raí escreve sobre a 1ª ibertadores


Raí escreveu um texto sobre os 20 anos da primeira conquista do São Paulo em copas Libertadores. Para mim, Raí é o ídolo máximo do São Paulo e tem o mesmo peso que Zico tem para o Flamengo e Pelé para o Santos.

Ver o time comandado por Raí no início dos anos 90 era sinônimo de vitória, simplicidade e eficiência. Telê certamente foi o mestre, mas Raí foi o terror do Morumbi.

Obrigado Raí, por ter me dado tantas alegrias.

Foto/Divulgação

Inesquecível, por Raí:

Dezessete de junho de 1992. Acordo, como sempre em dia de jogos, por volta das 11h. Desta vez, por motivos óbvios, fui dormir mais tarde que o normal. Imagens de uma noite que poderia entrar para história se antecipavam em minha mente.

Tínhamos um grupo amadurecido por derrotas passadas, fortalecido por ensaios incansáveis e determinado como todo grande vencedor. Contra o Newell’s Old Boys, esperávamos um jogo duro, duríssimo, depois da derrota de 1 a 0 no jogo de ida, mas algo nos dizia que este era o nosso dia. A segurança vinha de uma relação construída por anos. Nada que se consiga em semanas.

Depois de despertar de uma preguiça tranquilizadora, na certeza que toda energia possível havia sido reabastecida, vou ao banho despertador. O aquecimento de um grande espetáculo começava ali. Em meu ritual de guerra, começo com água morna e, pouco a pouco, vou esfriando a água, até chegar a sensação de um choque térmico. Naquele momento vem o aviso, do consciente para os músculos, que naquele dia algo raro vai se passar. Que as primeiras contrações não venham apenas para se movimentar, mas principalmente para se superar. Olho no espelho, e me aprofundo em concentrar que tudo que vem a partir dali é rumo à final, rumo a um final.

Saio do quarto e cruzo companheiros que reforçam meu pensar, e que se fortalecem com minha introspectiva cumplicidade. A expressão que ecoa no ar é… “É Hoje!!!”

No almoço, não se alimenta, se armazena! Nada além do que possa ser demasiado. Assuntos vagam, sobre o jogo, a vida e amenidades, mas a atenção/tensão já tem destino. Palavras vêm e vão, mas tudo resta superficial, nada pode abalar ou desviar o/do alvo.

Lembro de um dirigente me contar que o São Paulo havia perdido sua única chance (1974), até então, de ser campeão da Libertadores, principalmente porque um jogador tinha perdido um pênalti.

A decisão é à noite, o dia é longo, os minutos compridos, vem uma mistura contraditória de “que venha logo” com “quero mais para estar melhor”.

Na preleção, o Mestre nos relembra alguns detalhes do adversário, mas sobretudo do nosso arsenal de possibilidades. Mas na certeza que tudo já tinha sido devidamente trabalhado, nos conforta com histórias de sua vida profissional e curiosidades da profissão. Em uma mistura de tesão/motivação, com maturidade de momentos decisivos vividos.

No caminho ao estádio, a magia do rugido da massa. O tricolor se transforma em sangue, o símbolo em brasão, e a energia da torcida parece nos carregar. O frisson do ambiente criado pelos aficionados causa uma espécie de ebulição.

O vestiário é nosso templo, ali se via olhos em brasa, sonhos em gestos, companheirismo em saudações. Momentos antes de entrar em campo, mensagens dos líderes e gritos de guerra dão o toque final.

A dificuldade da partida se prolonga mais que o programado, o tão sonhado gol libertador não chega no período esperado. O jogo entra no último quarto de hora, indefinido. É chagada a hora de puro coração, do inesperado, do forçado, de assumir todos os riscos, mais nada a perder. Nessa hora é que se viu o quanto a equipe era madura. Tentamos o tudo, sem nos expor ao nada.

E no desespero dos argentinos com tanta obstinação , nosso talismã, Macedo, é puxado dentro da área. Pênalti. A massa, de quase 110 mil pessoas, vai à loucura. Todos os companheiros comemoram. O único a não comemorar sou eu. O batedor.

Naquele momento em que peguei a bola, depois de alguns incentivos amigos, o mundo se fechou. Ali era eu, ele, o goleiro, e o destino de um clube, de uma geração.

Com uma trilha sonora ensurdecedora, me preparo. Quando dou alguns passos para trás, percebo que o barulho da euforia se transforma em um quase silêncio da expectativa. Corro para a bola, na certeza de ter feito tudo para estar pronto para aquele momento. E com toda confiança de meus companheiros, marco. GOL…

Nem comemoro. Vou em direção à bola, brigo como um leão faminto para recolocá-la em jogo. Sabia que havia um grupo vencedor, pronto para ser campeão da América, que era uma questão de tempo. Não tivemos tempo suficiente para matar ali, precisávamos da disputa nos pênaltis.

Quando os cinco batedores foram escolhidos, o Telê perguntou quem seria o primeiro. Sem titubear, respondi que seria eu. Ele ainda insistiu: “Mas você acabou de cobrar um”. E respondi: “Pode deixar”.

Depois foi uma questão de saber quantas cobranças o Zetti pegaria. O homem que nos garantiu tantas vezes iria nos levar ao título.

Depois da vitória sacramentada, a invasão se transformou em um dos momentos mais marcantes do futebol brasileiro! Uma grande comunhão entre nós e aqueles que tiveram papel decisivo.

Mais que uma grande comemoração, acontecia uma premonição, que ali era apenas o começo de muitas glórias internacionais.

Fonte: globo.com

Ficha técnica São Paulo 1 x 0 Atlético MG


FICHA TÉCNICA SÃO PAULO 1 X 0 ATLÉTICO-MG

Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)

Data: 17 de junho de 2012, domingo

Horário: 16 horas (de Brasília)

Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)

Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva (Fifa-GO) e Cristhian Passos Sorence (GO)

Assistentes adicionais: Fabio Filipus (PR) e Antonio Frederico de Carvalho Schneider (RJ)

Renda: R$ 304.052,00
Público: 10.981 pagantes

Cartões amarelos: Douglas e Lucas (São Paulo); Pierre (Atlético-MG)
Cartões vermelhos: Luis Fabiano (São Paulo)

Gols: 
SÃO PAULO: Luis Fabiano, aos 40 minutos do primeiro tempo.

SÃO PAULO: Denis; Douglas (Rodrigo Caio), Paulo Miranda, Rhodolfo e Cortez; Fabrício (Maicon), Casemiro, Cícero e Jadson; Lucas (Osvaldo) e Luis Fabiano
Técnico: Emerson Leão

ATLÉTICO-MG: Giovanni, Carlos César (André), Réver, Rafael Marques e Júnior César; Pierre (Leandro Donizete), Richarlyson, Danilinho (Juninho) e Ronaldinho; Bernard e Jô
Técnico: Cuca

Lucas é o cara!


O jogo do São Paulo contra o Coritiba tinha tudo para ser um pesadelo para o tricolor. O time começou desarrumado, com espaços entre o meio e a defesa inaceitáveis para um time que joga junto a tanto tempo e pouquíssimo poder de fogo. Os raros momentos de contra-ataque (isso mesmo, contra-ataque) do time do Morumbi levaram pouco perigo ao gol do Coxa.

Coxa, aliás, muito bom time, acertadinho pelo técnico Marcelo Oliveira (abra o olho tricolor) e com os perigosos Everton Ribeiro e Everton Costa infernizando a defesa São paulina.

A partir dos 20 minutos o time começou a se reorganizar e Paulo Miranda que começou afoito se acalmou e, com tranquilidade e qualidade nos passes, passou a armar os rápidos contra-ataques do time. Podia ter se saído muito bem no jogo, mas sua ridícula expulsão no segundo tempo mostrou que não tem como jogar no clube, pelo menos no esquema 4-4-2. Num esquema 3-5-2 com Rodolpho e João Filipe iria se consagrar. Escrevo isso com convicção, pois são 3 zagueiros que sabem sair jogando.

Após a expulsão de Paulo Miranda o tricolor morreu e passou a assistir o jogo. Um Luís Fabiano claramente desmotivado durante todo o jogo como tem sido frequente ultimamente e todas as esperanças depositadas em Lucas foi a tônica dos últimos 30 minutos. E não é que o nosso 7 conseguiu? Correu, tentou, morreu de cansado, ressuscitou, driblou e marcou. GOOOOLLL salvador já no final do Jogo.

Fica claro que Lucas é O CARA das decisões. Se Neymar virou Neymarolinha contra Argentina e Corinthians, Lucas foi um tsumani pra cima do Coxa ontem.

Parabéns a Lucas e ao Leão, que mesmo com 10 ousou ao colocar Ademilson no final.

 

 

 

 

 

 

 

Crédito: Wander Roberto/VIPCOMM

 

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO X CORITIBA

Local:estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)

Data:14 de junho de 2012, quinta-feira

Horário:21 horas (de Brasília)

Renda:R$ 1.535.589,00

Público:40.448 pagantes

Árbitro:Ricardo Marques Ribeiro

Assistentes:Altemir Hausmann e Márcio Eustáquio Santiago

Cartões amarelos:Sérgio Manoel, Roberto e Ayrton (Coritiba)

Cartões vermelhos:Paulo Miranda (São Paulo)

Gols: SÃO PAULO: Lucas, aos 44 minutos do segundo tempo.

SÃO PAULO:Denis; Douglas, Paulo Miranda, Rhodolfo e Cortez (Ademilson); Denílson, Casemiro (Maicon), Cícero e Jadson (Edson Silva); Lucas e Luís Fabiano

Técnico: Emerson Leão

CORITIBA:Vanderlei; Ayrton, Demerson, Emerson e Lucas Mendes; William, Sergio Manoel, Gil (Tcheco) e Everton Ribeiro (Lincoln); Roberto (Anderson Aquino) e Everton Costa

Técnico:Marcelo Oliveira

Caso Oscar – Inter ganhou, mas perdeu.


O final do caso Oscar foi melhor para o São Paulo do que o esperado e a torcida do Inter está certa em comemorar, pois terá o jogador até junho de 2015 à sua disposição (tempo de duração do contrato vigente). Pelo futebol que tem mostrado, poderá ser o motor do time nos próximos anos e pode trazer títulos importantes para o clube, não há dúvidas sobre isso. Apenas gostaria de dar o meu ponto de vista sobre como o Inter perdeu nesta história:

– o Inter já havia pago R$ 7 milhões por 50% dos direitos do atleta no passado.

– Some-se agora os R$ 5 milhões que o Inter terá que pagar para ter 50% do atleta em definitivo, uma vez que Giuliano Bertolucci e o banco BMG bancarão os R$ 10 milhões restantes. O Inter manterá 50% dos direitos econômicos sobre o jogador. A dupla Bertolucci e Oscar além do banco BMG ficarão com 25% cada um, segundo noticiou Leandro Behs do Jornal Zero hora, que cobre todo o processo no Sul. leia aqui

– Sabendo da índole do jogador e seu empresário, sedentos por dinheiro, quem garante que o meia não irá pedir aumentos expressivos no seu salário caso mantenha o bom futebol nos próximos anos. Quem banca estes salários é o Inter e certamente o atleta pleiteará salários equivalentes ao dos craques consagrados do elenco, muito maiores do que o de Oscar.

– Fora isso, com várias sócios nos direitos federativos do meia, o Inter ficará em posição muito ruim caso propostas tentadoras comecem a chegar do exterior. O caso de PH ganso no Santos é emblemático. Enquanto o Santos não aceita as propostas medianas que chegam, os investidores pressionam pela rápida venda para reaver o valor investido no atleta.

– O momento do futebol Europeu também não é favorável para que o Inter receba uma boa proposta por Oscar e o horizonte de curto prazo é desalentador para os clubes do velho continente.

No final das contas, o imbróglio acabou sendo mais favorável ao São Paulo, pois conseguiu chegar muito próximo do valor almejado e tirou do elenco um jogador descontente. Vale ressaltar que o valor de R$ 15 milhões é o maior valor pago por um jogador dentro do futebol brasileiro e não teria acontecido se o tricolor não tivesse agido dessa maneira.

Enfim, o Inter ganhou, mas perdeu. Vai com Deus Oscar!

 

 

 

 

 

 

 

Credito-Vipcomm

 

 

Proposta de camisa 3 do São Paulo Futebol Clube


Não sou designer, mas fiz a minha proposta de camisa 3 no Paint, baseado na nova camisa do Rogério Ceni. Sou totalmente a favor da mudança no estatuto para a inclusão da 3ª camisa oficial. Traz novas e importantes receitas para o clube e pode ser mudada quando for interessante. Imagine jogar o paulistinha 2013 com esta camisa!?!

 

 

Bola Cheia e Bola Murcha – São Paulo 1 x 0 Bahia


Ontem foi a primeira vez que meus filhos foram ao Morumbi. O dia estava muito bonito e propicio para levar crianças ao estádio. O SPFC deveria pleitear mais jogos no domingo, as 16hs.

O  jogo foi muito fraco tecnicamente, mas teve seus destaques:

Bola cheia: 

– Denilson: correu e marcou muito. Dedicação total à camisa, mesmo tendo dificuldades na saída de bola.

– Paulo Miranda: Jogou demais ontem, ganhou tudo de cabeça e ainda fez alguns lances de categoria. Bola cheia merecidamente.

– Torcida: embora tenha comparecido em pequeno número para um domingo bonito como ontem, os 10 mil torcedores cantaram e apoiaram muito o time.

– Resultado: 3 pontos em casa devem ser conquistados sempre.

Bola murcha: 

– Primeiro tempo: O SPFC começou bem, mas aos poucos começou a perder gás e aceitou passivamente o resultado.

– Rafinha: Não é mal jogador, mas precisa de experiência para se posicionar melhor em campo e arriscar mais chutes ao gol.

– PM: fui com meus dois filhos ao estádio e o mais novo dormiu pouco antes de começar o jogo. Foi muito difícil convencer a PM a liberar a entrada do carrinho de bebê. No final deu tudo certo.